Muitos perguntam se vale, ou não, a pena discutir judicialmente uma dívida.

A resposta, por óbvio, não pode ser generalizada, mas em razão de ser esta, uma dúvida que atormenta um grande número de pessoas, me arrisco a estipular algumas pequenas observações a este respeito.

Se você está devendo o cartão de crédito e/ou o cheque especial, acho desaconselhável partir para uma batalha judicial.
Isto por que você teria que investir em honorários de advogado, custas judiciais e serviços de um contabilista para recalcular sua dívida e apresentar os verdadeiros valores devidos.

Parece mais vantajoso aguardar que o banco faça esta cobrança, restando a você a cômoda posição de se defender, com fortes argumentos, como o da extrema abusividade dos juros cobrados, e da forma como estes são calculados, presentes nestas espécies de dívidas.

Além é claro de contar com um grande trunfo, qual seja, o fato de que dificilmente dívidas desta espécie se transformam em ações judiciais.

Passando agora a contratos de empréstimo sem qualquer garantia, eu mantenho o conselho de aguardar o movimento do banco, pois é mais econômico e confortável para o devedor, em especial, com base no mesmo último motivo acima observado.
Já se o problema for de um financiamento de automóvel e/ou imóvel, em razão do elevado risco de perda destes patrimônios e do dinheiro já investido em sua aquisição, é extremamente aconselhável tomar a frente e iniciar um processo judicial, sempre que perceber a impossibilidade de levar adiante este compromisso.

A ação a ser proposta no caso é a revisional de contrato, buscando reparar erros, presentes nos contratos e que provocam prejuízos ao consumidor.

Confissões de dívidas e renegociações quando claramente prejudiciais ao devedor merecem também serem revistas judicialmente, muitas vezes, obtendo como resultado a declaração de absoluta nulidade destes pactos.

Como observei no início deste texto, cada caso é um caso e assim deve ser analisado, mas, de modo geral, é possível ter uma ideia de quando vale a pena dar o passo inicial e buscar na justiça a correção de um contrato e quando o melhor a fazer é aguardar os acontecimentos.

Para saber mais assista o vídeo que gravei sobre o tema: https://youtu.be/ga0g4vrzG04 e não se esqueça de assinar meu canal para ficar sempre bem informado sobre seus direitos.

Abs e até a próxima.



Publicado em: 4/1/2018

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